MMs # 03 - "Garotos Perdidos"

O que vampiros, praia, sol, punks, góticos, hippies e jovens desaparecidas têm em comum?? "Garotos Perdidos", que junta tudo isso num mesmo caldeirão, representa um dos Melhores Momentos da divertida década de 80...



MMs # 02 - "Pelo Amor e Pela Morte"

Um clássico italiano, muito comentado, mas pouco assistido (talvez por ainda ser inédito em DVD por aqui). Um dos grandes méritos de "Pelo Amor e Pela Morte" é a atmosfera onírica, beirando a poesia (destoando em muito da grande maioria dos filmes do subgênero zumbis) e a participação do ótimo Rupert Everett. Dirigido por Micheli Soavi, inspirado numa obra do criador de Dylan Dog, Tiziano Sclavi.

A sequência abaixo é o final do filme (por isso quem ainda não viu, se contenha):

Música # 01 - Nick Cave a as Sementes Más (Parte 1)


 (Este post foi publicado inicialmente no blog Gramofone Virtual)

Nick Cave nasceu Nicholas Edward Cave numa pequena cidade da Austrália em 22 de Setembro de 1957. What? Você não sabe quem é Nick Cave? A voz mais gutural do rock mundial?

Então vamos a uma rápida apresentação e de imediato uma correção: Cave e sua banda, The Bad Seeds, tiveram a carreira vulgarmente (e equivocadamente) associada pelos críticos de plantão ao rock'n roll gótico dos idos anos 80. No entanto, apesar das canções que falam de amor, morte, crimes e melancolia, a faceta lúgubre do compositor australiano esconde um verdadeiro gênio musical, muito comentado, mas pouco ouvido e entendido em terras tupiniquins.

No cinema, além de compor trilhas sonoras, Cave atuou no faroeste “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (2007) e escreveu o roteiro original do imperdível “A Proposta” (2005).

Com mais de quinze discos lançados, uma dica para os novos adeptos ao som de Nick Cave é a coletânea The Best of Nick Cave & The Bad Seeds, lançada em 1999. Quem garimpar em lojas especializadas e estiver com um pouco de sorte pode conseguir a primeira edição, um álbum duplo que traz como bônus uma apresentação ao vivo chamada Live At The Royal Albert Hall, gravada em 1997. Vale ressaltar ainda que a distribuidora nacional Paradoxx Music lançou toda a discografia de Nick e The Bad Seeds no Brasil.

Voltemos à biografia. Nick Cave nasceu Nicholas Edward Cave numa pequena cidadade da Austrália em 22 de Setembro de 1957. Cave conheceu, ainda na adolescência, o multinstrumentista Mick Harvey. Amigos de escola, rapidamente formaram uma banda, o The Boys Next Door (cujo som foi influenciado por uma banda australiana chamada The Saints). Em 1978, o baixista Tracy Pew e o baterista Philip Cavert juntam-se ao grupo, que lança o single These Boots Are Made For Walking, inspirados pela canção de mesmo nome interpretada por Nancy Sinatra (essa mesmo, filha do Frank Sinatra. O quê?? Não sabia que a filha do ator/cantor americano seguiu os passos do pai?? Talvez você se lembre da balada-western Bang Bang, parte da trilha do filme “Kill Bill”, do Tarantino). A rotina de Nick em início de carreira era semelhante aos primeiros anos de qualquer banda de rock, pequenos shows em bares e casas noturnas, pouca grana e muita dificuldade. Mas os rapazes insistiram e lançaram ainda em solo australiano um álbum chamado Door Door e um EP, o He-Haw. No entanto, apesar de todo o esforço, o cenário musical local oferecia poucas oportunidades. Nesse momento (meados de 1980), Nick chamou os amigos, pegou um avião e fugiu para Londres. The Boys Next Door virou The Birthday Party e imediatamente lançaram um álbum cujo título era o novo nome da banda. Nem preciso falar que hoje em dia este disco é uma raridade e objeto de colecionador estimado em alguns milhares de dólares.

Mas as dificuldades ainda persistiam e as primeiras apresentações do The Birthday Party na Terra da Rainha causavam certo estranhamento no público local. O cenário, dominado pelo pós-punk, parecia não estar preparado para a ruptura proposta por Cave, que já apresentava os traços característicos que marcariam o Bad Seeds, como o instrumental cru, as apresentações caóticas e o vocal imponente e inigualável. Em 81, a banda assina com o então desconhecido selo 4AD (que futuramente revelaria bandas do naipe do The Pixies). O The Birthday Party lançaria dois discos pela gravadora: Prayers on Fire (1981) e Junkyard (1982). Ainda neste ano, eles saem em turnê pela Alemanha com a banda industrial Einstüzende Neubauten, do guitarrista Blixa Bargeld. Este é um momento de grande importância para o que viria a ser o Bad Seeds, já que Cave acaba grande amigo de Blixa, futuro guitarrista das Sementes Más. Mais uma mudança. Ainda em 82, Nick e sua banda se transferem para Berlim, motivado pela boa recepção da turnê e aproveitando para fugir da polícia londrina que estava de olho nos deslizes da banda envolvendo alguns excessos com o álcool e as drogas. Gravam em solo alemão os EPs The Bad Seed e Munity!, mas no final de 1983 acabam se separando.

Cave volta para a Austrália, onde desaparece e desiste da carreira musical por uns tempos. Mas em 1984, Harvey convence o amigo a formar uma nova banda, chamada de The Bad Seeds (o nome foi tirado de um filme homônimo de 1956). O The Bad Seeds é formado, por Blixa Bargeld na guitarra, Barry Adamson (multinstrumentista), Anita Lane (uma poetisa!), Hugo Pace (guitarrista) e Nick Cave no vocal.

Cave ainda escreve, neste mesmo ano de 1984, o roteiro e a trilha para o filme “Ghosts... Of The Civil Dead”, dirigido por Evan English e John Hillcoat, lançado apenas em 1988. As Sementes Más lançam o seu primeiro disco, FItálicorom Her to Eternity, ainda em 1984. A faixa-título é uma das canções que se destacam, além do cover de Elvis Presley, In The Ghetto. O disco é definido pela crítica como opressivo, obsessivo e sufocante. As letras passeiam por ambientes sórdidos e sombrios. O álbum apresenta bons momentos, como a claustrofóbica Cabin Fever, a épica Saint Huck e a inusitada (e bizarra) recriação de Avalanche, de Leonard Cohen. FItálicorom Her to Eternity seria regravada em 1987 para o filme "Asas do Desejo", de Wim Wenders.

Ok. Muitas palavras e pouca música. Escutem abaixo duas interpretações de Nick Cave. Primeiro uma performance rara da banda The Boys Next Door, com Shivers e em seguida o clipe do maior hit do compositor: Do You Love me? (prestem atenção no início do clipe)

MMs # 01 - "Cova Rosa"

Este primeiro post desta nova seção (Melhores Momentos) é uma homenagem ao inglês Danny Boyle pelo conjunto da obra. Tudo bem que o cineasta já ganhou uma "sacola" de estatuetas em 2009 pelo drama "Quem Quer Ser um Milionário?", mas um prêmio inédito para o rapaz era uma homenagem do Nocturnia-z. Brincadeiras a parte, Danny construiu uma filmografia respeitável ao longo de uma carreira razoavelmente curtaNegrito. Destaques para o terror "Extermínio", a ficção científica "Sunshine - Alerta Solar"

O vídeo abaixo é a sequência final de "Cova Rasa", a estréia de Boyle nos cinemas (filme que tive o prazer de ver na tela grande em 1994, o ano que vim morar aqui em São Paulo). Boyle estreou em grande estilo, com um suspense tarantinesco cheio de reviravoltas. Seu primeiro longa já trazia uma de suas marcas registradas: a trilha sonara caprichada e a edição moderna com cortes e planos ousados. Pra quem não assistiu o filme, não preciso avisar que "a sequência final" contém SPOILERS, ok?


 
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